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Capacidade de fazer escolhas
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“Eu preciso tomar uma decisão!”, um homem de 32 anos me disse durante sua consulta. “Não consigo mais viver assim”, prosseguiu, “me sinto um fraco. A vida inteira eu valorizei o que os outros pensariam de mim. Acabei me perdendo no meio de tantas expectativas e obrigações.”

Por trás de desabafos como este, sempre existe a presença do medo. Trazemos da infância muitos medos e nem sequer nos damos conta do quanto interferem na nossa vida toda. Penso que, da mesma forma que médicos e dentistas pedem para fazermos autoexames, observando, por exemplo, a existência de algo de anormal no corpo ou na boca, deveríamos praticar um autoexame psicológico, procurando avaliar a origem dos medos e temores que tanto nos assolam, desta forma estaríamos nos conhecendo um pouco melhor.

Não me refiro, obviamente, ao medo que está relacionado à nossa sobrevivência ou à autopreservação, uma vez que estes são extremamente necessários, até mesmo para permanecermos vivos. Estou me referindo àqueles temores que se instalam principalmente no período da infância e que geralmente surgem a partir daquilo que nos disseram e da maneira como foi dito. O medo da reprovação, da desaprovação e, às vezes, da rejeição cria um verdadeiro “sensor”, um “juiz” dentro de nós, que passa a controlar e a reprimir pensamentos e atitudes. Chamamos este “juiz” de superego, que além de opressor, impede a capacidade de fazermos escolhas, determinando como devemos nos comportar, pensar ou agir.

O superego é extremamente necessário em nossas vidas, porque está ligado aos limites, às leis de convivência e à organização em sociedade, mas jamais deveria nos dominar ou comandar. Um forte superego impede uma relação viva ou espontânea com aquilo que sentimos ou pensamos, em alguns casos nos tornamos estranhos a nós mesmos.

Acredito que uma pessoa se torna realmente adulta quando, em primeiro lugar, é capaz de fazer suas próprias escolhas e, em segundo lugar, aceita a responsabilidade por aquilo que escolheu fazer ou ser. Acho que, desta forma, além de estabelecermos uma relação saudável com o nosso íntimo, fazer as próprias escolhas é um ato de coragem que impede que o medo domine as nossas vidas.

Isto nos faz sentir vivos e, de forma alguma nos afasta dos problemas e desafios, porém, assim, estamos enfrentando o nosso caminho com determinação e maturidade, e isto é crescimento.

Arnaldo Correa Junior (Psicólogo)
Apresentador do Programa “Com Você”, pela Rádio Jornal Indaiatuba, aos sábados das 11 às 13 horas.