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Na trilha das águas
Artigos - Destinos
Na trilha das águas – Passeio por Caxambu e as cidades adjacentes do Circuito das Águas (MG)
Saímos cedo de casa. O intuito era fazer um passeio tranqüilo nos três dias que tínhamos livres em Julho. Assim, caímos na estrada em cinco pessoas, rumo ao Circuito das Águas mineiro.

A estrada é boa, apesar de apresentar alguns trechos um pouco mais descuidados. Porém, qualquer irregularidade que o trajeto possa apresentar é logo compensada pela beleza da região. Atravessando a fronteira entre São Paulo e Minas Gerais, já é possível notar certa diferença na paisagem. O relevo se mostra mais montanhoso e a natureza ganha destaque. Cachoeiras são o que não falta pelo caminho!

Gonçalves

As cidades pelas quais passamos no caminho para Caxambu, onde planejávamos passar a primeira noite na região, eram todas bastante pequenas. Gonçalves, por exemplo, é uma cidade de pouco mais de 5 mil habitantes, porém, é reconhecida turisticamente não pela infra-estrutura da cidade em si, mas pela privilegiada região onde está localizada. Para aqueles que preferem o turismo ecológico, há diversas cachoeiras e trilhas ao redor de Gonçalves, algumas de fácil acesso, outras um pouco mais difíceis. Assim, aconselho quem fizer o trajeto entre São Paulo e Caxambú a reservar uma hora para conhecer as cachoeiras mais acessíveis dos arredores da cidade de Gonçalves.

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Cristina

Outra cidade que me chamou muito a atenção foi Cristina, a apenas 30 km de São Lourenço, bem próxima da região do Circuito das Águas. Com um pouco mais de 10.000 habitantes, é uma cidade muito bem organizada. Há construções de diversos estilos, como é o caso de algumas originárias do início do século XIX, época ainda forte da mineração em Minas Gerais, que impulsionou a busca por ouro no sul do estado. Não é necessário dizer que o turismo ecológico se faz muito presente nesta cidade também. Visitas a cachoeiras, fazendas de café e um passeio pela região da Serra da Pedra Branca são alguns dos atrativos oferecidos. Mas, mesmo para aqueles que não desejam passar muito tempo nas redondezas, Cristina é uma boa parada para um lanche, graças à sua tranqüilidade e o charme que as preservadas construções demonstram.

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Caxambu

Chegamos de noite em Caxambu, a 329 quilômetros de São Paulo e 376 de Belo Horizonte. Porém, antes de falar sobre os atrativos da cidade, devo elogiar nossa estadia no Hotel Lopes. Sabe-se o quanto é difícil em cidades pequenas encontrar um bom lugar para se jantar por um preço acessível. Bem, tivemos sorte neste aspecto, pois o hotel, a menos de 20 reais por cabeça, oferece um jantar bastante farto, com entradas, prato principal e sobremesa, tudo em quantidades generosas. O hotel em si é bem simples, porém agradável e aconchegante, ideal para quem não pretende gastar muito com hospedagem, mas não abre mão do mínimo de qualidade.
No segundo dia de nossa viagem tivemos a chance, então, de conhecer melhor a cidade de Caxambu. O principal atrativo desta pacata cidade é o seu Parque das Águas, o maior complexo hidromineral do planeta. O título foi dado graças à diversidade de tipos de água encontrados nos aproximados 210.000 m² do parque – ao todo, são 12 fontes de águas de variadas propriedades. Na entrada do parque são vendidas canecas, para que os visitantes possam experimentar cada tipo de água oferecido. Mas é preciso ter cuidado com os excessos – embora todas as águas tenham propriedades curativas e terapêuticas para diversos fins, o consumo excessivo não é recomendado, já que boa parte delas possui efeito laxativo. Não há problema nenhum em se experimentar todos os tipos de águas, desde que não haja abusos. O próprio parque faz as devidas recomendações aos visitantes.  
O balneário do parque, construído em 1912, oferece banhos, duchas, massagens, sauna e piscinas a seus frequentadores. Ainda há um passeio de teleférico ao topo do Morro de Caxambu, de 1090m, 186m acima do parque, pago à parte ao valor de entrada. Do mirante do morro, onde uma estátua do Redentor, de 15m, está localizada, é possível ter uma bela vista de toda a cidade, além das serras próximas. O parque ainda conta com quadras para prática de tênis, vôlei e bocha, um grande lago, onde é possível andar de pedalinho, uma pista de cooper e muito verde.
Para aqueles que desejam ir além das atrações proporcionadas pelo Parque das Águas, a cidade oferece ainda passeios de charrete pelos seus principais pontos turísticos, como o Centro de Artesanato próximo ao parque, a praça XVI de Setembro, tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, e as igrejas de Santa Isabel de Hungria e Matriz, cujas construções foram concluídas em 1897 e 1906, respectivamente. Nos arredores de Caxambu, visitas a fazendas e passeios a cavalo são frequentes. A região privilegia a prática de ecoturismo também, contando com inúmeras cachoeiras e trilhas para aqueles que preferem estar mais próximos da natureza.
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Baependi

Após passarmos a manhã em Caxambu, fomos até Baependi, cidade a apenas 4 quilômetros de onde estávamos. Provavelmente, as maiores atrações da cidade estão relacionadas à figura de Nhá-Chica, a “santa de Baependi”. O Santuário de Nossa Senhora da Conceição, por exemplo, é um templo que deu lugar a uma capela construída no local pela própria Nhá-Chica em devoção à Imaculada Conceição. Logo ao lado do Santuário, aberta à visitação, está a humilde casa onde Nhá-Chica passou seus anos na cidade. Objetos pessoais da “serva de Deus”, como é chamada a santa, estão expostos até hoje na casa, como panelas, seu fogão a lenha e uma imagem de Nossa Senhora da Conceição.
Em Baependi almoçamos num restaurante de comida típica mineira chamado “Casebre”, uma construção antiga próximo da praça central da cidade. A comida é excelente e o ambiente é bastante acolhedor, com toda a sua simplicidade. É importante avisar que nestas cidades não há muitas opções de restaurantes e à medida que as horas vão se afastando do horário costumeiro de almoço, do meio-dia às 14 horas, pode-se dizer, fica cada vez mais difícil encontrar um bom lugar aberto. Por isso é bom se preocupar em seguir este horário tradicional de almoço, assim não há riscos de se perder tempo procurando lugares onde comer depois!

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São Lourenço

Saímos de Baependi logo depois do almoço. Visitamos ainda uma cachoeira próxima à cidade antes de seguirmos viagem a São Lourenço, a maior cidade da região.
São Lourenço é uma cidade um pouco mais movimentada do que todas as outras citadas, principalmente próximo ao seu Parque das Águas, principal atração turística. Nas ruas do centro o comércio ganha destaque e é muito bom reservar um tempo depois de uma visita ao parque para desfrutar desse movimento. Pois foi o que fizemos.
O Parque das Águas da cidade é bem maior do que o de Caxambu. A fauna e a flora do parque são mais diversificadas – capivaras, sagüis e, em alguns pontos do parque, pavões e tucanos, ficam muito próximos dos visitantes, e espécies de plantas como Pau Brasil podem ser encontradas. As opções de lazer são maiores também, porém, este parque conta com um número menor de fontes de água do que o parque de Caxambu, mais tranqüilo e menos movimentado também do que o de São Lourenço.
Tivemos o privilégio de pegar um dia bonito, de céu limpo e boa luminosidade. Nestas condições, a vista para o lago do parque é fantástica – uma combinação de cores, luz, tranqüilidade e bem-estar que nos convida para uma volta numa próxima oportunidade.
Após a visita ao parque, saímos para conhecer as ruas e praças do centro, que ainda tinham certo movimento. As opções de se comprar produtos turísticos da região como camisetas e artesanatos são maiores do que em Caxambu. Curiosos, posso dizer, são os orelhões da cidade – a maioria em formato de bichos como micos e tucanos. Aproveitamos, assim, boa parte do final do dia para passear por São Lourenço, voltando só de noite para Caxambu para passarmos nossa segunda e ultima noite.

Fim da viagem

Na manhã do terceiro dia iniciamos nossa volta para São Paulo. Passamos ainda por Itamonte, Guaratinguetá e Aparecida, onde visitamos a Basílica de Aparecida, uma construção que impressiona desde a estrada, quando temos uma vista parcial dela. Fomos almoçar só perto do final de tarde, em Taubaté, num shopping onde a impressão que tínhamos era de que a cidade toda estava lá dentro. Chegamos em São Paulo de noite, o fim de uma rápida, mas muito proveitosa viagem “na trilha das águas”.

Na internet
Para aqueles que desejam obter mais informações sobre cada tipo de água existente no Parque das Águas de Caxambu, o site oficial da cidade é ideal (www.caxambu.mg.gov.br). Nele é possível, além de conhecer as propriedades e as áreas de atuação de cada tipo de água no organismo, saber sobre os atrativos não só do parque, mas da cidade em geral.
Outros sites são bastante interessantes para serem consultados:

Site do Município de Gonçalves (MG): www.goncalves.mg.gov.br
Site do Município de Cristina (MG): www.cristina.mg.gov.br
Site do Município de Baependi (MG): www.baependi.mg.gov.br
Site do Município de São Lourenço (MG): www.saolourenco.mg.gov.br
Site do Hotel Lopes, de Caxambu (MG): www.hotellopes.com.br